domingo, 27 de novembro de 2011

Agentes de Mudança

(Boy With Balloons, foto de Kamala Kannan)



Proatividade é mais que a capacidade de tomar iniciativas. Reatividade, mais que apenas reagir aos fatos.
Parece que as ações é que os determinam, e sabemos que nossos pensamentos e emoções geram as ações. Assim, cada um é responsável por aquilo que cativa. Mas o que diferencia, então, o proativo do reativo?
Simples: o posicionamento mental.
Os termos utilizados aqui se referem apenas a dois aspectos de uma mesma natureza: o padrão mental utilizado para perceber, reconhecer e se integrar ao mundo.
Uma coisa é certa, o ser humano age com base em recompensas. Um pensamento, e consequentemente um comportamento, são repetidos conforme a dose de satisfação que geram.
O erro é esperar que essa tal recompensa venha de algo ou alguém. Justamente aí encontramos a principal diferença entre quem “re-age” e quem “pro-age”.
O reativo procura fora. Seu principal objetivo é o reconhecimento. Espera que o mundo e as pessoas reconheçam sua grandeza.
O proativo procura dentro. Seu objetivo é a realização, ou seja, a reafirmação de sua potencialidade a cada oportunidade de falar, pensar e agir.
Não basta esperar pra ser notado, agraciado e reconhecido. É preciso encontrar seu real objetivo, seu caminho verdadeiro. Para isso, nós é que devemos tomar as rédeas de nossa vida. Ser os agentes de mudança.
É nisso que consiste a proatividade, ela emite a força que gera o processo de criação, a busca, e a transformação que expande o ser - de dentro pra fora. Faz com que você mesmo seja o centro de referência. Faz pensar: como posso ser melhor do que fui ontem?
O proativo é a causa. A reatividade é o efeito, a falta de argumentação expressa na lamentação. O que está por trás disso nem sempre é o comodismo. Muitas vezes é a falta de percepção de si mesmo, do seu talento, daquilo que fazemos melhor, de forma natural, espontânea, e por isso, gratificante.
Reconhecer seu objetivo é fundamental. É a mola propulsora que, a cada atitude, lança pra frente, e faz você perceber que o plano está funcionando.
Porque a melhor estratégia é sempre a nossa. E o resultado aparece da forma como projetamos.
Para os crentes, é a lei do carma.
Para os céticos, é o mérito.
Para todos, é a felicidade.

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